Proposta do Conselho Interreligioso

PROPOSTA PARA UM CONSELHO INTERRELIGIOSO NA ONU

Introdução

A ONU foi fundada com o propósito da realização de um mundo de paz. Apesar de tudo os esforços a ONU é longe de alcançar os objetivos da paz mundial, a cada dia que passa os conflitos, as catástrofes, as crises, a pobreza, a fome e as doenças estão crescendo ao redor do mundo. Há um consenso da necessidade urgente de renovar e reformar a ONU.[1]

Propostas e atividades inter-religiosas na ONU

Em 1995, Lama Gangchen apresentou a proposta da criação de um Fórum Espiritual nas Nações Unidas para a Paz Mundial, sob a Assembléia Geral. O fórum espiritual seria um espaço permanente para os líderes e representantes de todas as religiões principais e secundários e movimentos espirituais para o diálogo e a concertação, bem como uma ponte com o fórum político.[2]

Em 18 de agosto de 2000, o Rev. Sun Myung Moon proferiu um discurso na Sede da ONU

chamando para a renovação da ONU, “Um mundo de paz poderá ser realizado somente quando os líderes religiosos mundiais trabalharão cooperativamente e respeitosamente com os líderes nacionais. Sérias considerações deveriam ser dadas para formar uma assembléia religiosa ou um conselho de representantes religiosos dentro da estrutura da ONU”.[3]

No final do mês de agosto de 2000, aconteceu a Cúpula da Paz do Milênio, dirigida por um Conselho Consultivo Internacional de líderes religiosos, teólogos, estudiosos e seus parceiros estratégicos com a participação de 2000 lideres religiosos no ONU. Foi criado um Conselho Consultivo de lideres religiosos para apoiar o Secretario Geral da ONU.[4]

Em 2002, Jose de Venecia, Presidente da Câmara dos Deputados das Filipinas, solicitou a proposta da criação de um Conselho Inter-religioso na ONU.

Em 2004, de Venecia conseguiu o apoio do Governo das Filipinas para apresentar a Resolução 59/23 na ONU, para promover o dialogo inter-religioso e que foi votada no dia 2 de dezembro.[5]

Em 31 de março de 2005, Hans Küng proferiu um discurso sobre a ética global, na abertura da Exposição sobre as Religiões do Mundo, na Universidade Santa Clara na Califórnia, disse: “Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões.”[6]

Em 2006, três entidades da ONU: o Departamento dos Assuntos Econômicos e Social, a UNESCO e o Banco Mundial e o Comitê das ONG religiosas na ONU iniciaram um Fórum Inter-religioso. Chamado de Fórum “Tripartite na Cooperação Inter-religiosa para a Paz”.[7]

Em agosto de 2006, Daisaku Ikeda, Presidente do Soka Gakkai Internacional liderou o Comitê de ONGs Religiosas das Nações Unidas que organizou a Conferencia sobre a Cooperação Inter-Religiosa para a Paz, junto a sociedade civil, os governos e as Nações Unidas, chamou para a reforma e o fortalecimento das Nações Unidas.[8]

Em 2008, foi implementada a resolução 61/221 solicitando para o Secretario Geral de criar “Unidades Especiais” dentre da Secretaria para tratar dos assuntos inter-religiosos.[9]

Em julho de 2008, o Rei Juan Carlos da Espanha e o Rei Abdullah da Arábia Saudita organizaram uma Conferencia para lideres religiosos em Madri. De Venecia solicitou o apoio da conferencia sobre a proposta do Conselho Inter-religioso na ONU.[10]

A Assembléia Geral da ONU considerou a década 2011-2020, a década do Dialogo Inter-religioso e Inter-cultural, Entendimento e Cooperação para a Paz. [11]

Em outubro de 2010, a Assembléia Geral aprovou a resolução introduzida pelo Rei Abdullah II de Jordânia para estabelecer a primeira semana de cada ano como uma “Semana de Harmonia Inter-religiosa”.

Em conclusão, podemos observar o progresso da Assembléia Geral da ONU afirmando a necessidade do dialogo e da cooperação inter-religiosa para promover a paz. Alem disso há a necessidade de estabelecer o Conselho Inter-religioso dentre da estrutura da ONU.

Propostas para o Conselho

  • Trabalhar em cooperação com todos os Estados membros da ONU, todas as agencias da ONU, os governos, as entidades religiosas e a sociedade civil;
  • Promover o dialogo, compreensão e cooperação inter-religioso apoiando os esforços da construção da paz em consultação com os Estados membros da ONU;
  • Contribuir através do dialogo, compreensão e cooperação para a prevenção e reconciliação dos conflitos a motivação religiosa e atender rapidamente em caso de necessidade;
  • Fazer recomendações a respeito do desenvolvimento do dialogo interreligioso, compreensão e cooperação como a primeira ferramenta para prevenir os conflitos e a construção da paz após os conflitos;
  • Analisar, avaliar e fornecer relatórios e recomendações sobre as soluções aos problemas globais da humanidade;
  • Consultar, guiar e apoiar os projetos patrocinados pela ONU como a saúde, educação e assistência social entre outros;
  • Guiar os eleitos do governo de se comprometer em um esforço cooperativo na contribuição par alcançar os Objetivos Do Milênio;
  • Encorajar e apoiar consultação com organizações regionais e sub-regionais para segurar a cooperação no processo de promover a paz e o desenvolvimento;
  • Convidar consultação com a sociedade civil, as NGOs, incluindo as organizações de mulheres e o setor privado que tem interesse no dialogo interreligioso, compreensão e cooperação.

Sobre os membros do Conselho

  •     Cada nação ou região nomeia um embaixador religioso para a ONU para servir um mandato na assembléia religiosa; uma alternativa, os membros do conselho poderiam ser nomeados pelas comunidades religiosas. Considerando de garantir uma balança de representantes entre as regiões e as religiões e um espaço para incluir as minorias religiosas.
  •       Os mandatos dos conselheiros deverão ser alternados; para contemplar a distribuição geográfica e a diversidade religiosa.
  •      O Conselho devera incluir o apoio e a parceria de outras organizações interreligiosas como o Conselho Mundial das Igrejas, a Iniciativa das Religiões Unidas, as Religiões para a Paz, a Fé Baha´i, a Brahma Kumaris, ONGs, igrejas, mesquitas, sinagogas, templos, etc…
  •     As pessoas selecionadas como embaixadores religiosos deverão ser respeitadas, reconhecidas e qualificados como cidadãos modelos praticando os valores morais e espirituais.
  •       As vagas no Conselho deverão ser distribuídas entre os representantes das religiões históricas, indígenas, minorias, organizações interreligiosas, ganhadores do Premio Nobel, lideres religioso famosos.

Como o conselho vai ajudar a ONU?

  •     Um conselho interreligioso pode ajudar a ONU a cumprir seu mandato conforma registrado no Estatuto da ONU e na Declaração Universal dos Diretos Humanos.
  •       A experiência e a sabedoria dos lideres religiosos e espirituais pode fornecer novas e únicas perspectivas para os esforços da ONU para cumprir seu mandato conformo registrado no Estatuto da ONU.
  •       Além dos fatores militares, econômicos e ecológicos a seguridade humana necessita os valores humanas e a maneira de pensar que são profundamente influenciado pela religião.
  •      As diferenças religiosas são freqüentemente exploradas para incentivar conflitos e isto pode ser solucionado no conselho interreligioso.
  •      Um conselho interreligioso pode promover o dialogo intercultural, compreensão e cooperação entre as religiões.
  •      Uma rede diversificada de ONGs espirituais e religiosas trabalhando juntas nesta proposta poderia demonstrar um modelo de como grupos espirituais e religiosos podem transcender as diferenças e trabalhar juntos para o bem comum.
  •      Conselhos interreligiosos efetivos no nível local ou nacional podem demonstrar o valor de tal órgão na ONU.

Porque um conselho interreligioso é necessário

  •      Para guiar a liderança política mundial sobre os assuntos morais e espirituais para o propósito de criar um mundo melhor. Visto que a ONU foi estabelecida para promover a paz e o desenvolvimento para toda a humanidade, Deus deveria ser reconhecido como a fonte de amor e paz.
  •      Religiões pode mudar o coração das pessoas e melhorar a qualidade das relações entre as pessoas, comunidades e nações. O poder da política é mais limitada para influenciar o pensamento. Alem disso, as religiões podem influenciar as comunidades locais mais efetivamente do que os governos. A autoridade moral dos lideres religiosos pode acrescentar peso nas chamadas da ONU para cessar-fogo.
  •       Para ser um recurso para as minorias como os muçulmanos na Europa e na Tailândia, os cristãos na China e nos paises muçulmanos, etc…poderão levar suas preocupações no conselho interreligioso.
  •       Para desafiar o mau uso da religião como uma cobertura para uma violência a motivação política. Os extremistas religiosos freqüentemente negam o direto de liberdade religiosa para os outros que tem uma crença diferente.
  •       Para apoiar os políticos que lutam contra o extremismo religioso. Quando a religião é abusada para aqueles que justificam a violência e as diferencias religiosas usadas incentivar disputas econômicas e políticas, os políticos precisam do apoio dos lideres religiosos.
  •       Para lutar contra o conceito que os Judeus, Cristãos e Muçulmanos cultuam diferentes deuses. Na realidade eles cultuam o mesmo Deus, de maneira diferente. Devemos trabalhar para eliminar as paredes de ignorância entre eles.
  •       Para garantir que a ajuda para o desenvolvimento não ofende as culturas e as religiões.
  •      Para solucionar as causas históricas dos problemas relacionados aos pontos de vista religioso em vez de tratar somente com os sintomas.

As Nações apoiando a Proposta das Filipinas

Azerbaijão, Bangladesh, Belarus, Belize, Benin, Burkina Fasso, Camboja, Camarão, Comores, Congo, Costa Rica, Djibuti, Republica Dominicana, Egito, El Salvador, Gabão, Gâmbia, Guatemala, Guiné, Haiti, Honduras, Indonésia, Iran, Cazaquistão, Kuwait, Madagascar, Malásia, Ilhas Marshall, Micronésia, Mongólia, Marrocos, Mianmar, Nicarágua, Omã, Paquistão, Panamá, Papua Nova Guiné, Filipinas, Catar, Federação Russa, São Vicente e Granadinas, Senegal, Sudão, Suriname, Tadjiquistão, Tailândia, Timor Leste, Uzbequistão.

Nossa nação do Brasil não consta nesta lista, solicitamos o apoio do Brasil para apoiar esta proposta e incentivar todas as nações da América do Sul e outras nações do mundo para votar esta proposta.

Conclusão

A necessidade das tropas da ONU continua de crescer, assim que as despesas, o orçamento por ano é de $5 bilhões. Apesar da obrigação dos Estados de pagar, a divida é de $2,66 bilhões (dados de 2006). Este orçamento representa 0.5% das despesas militares do mundo.

A humanidade esta pagando um preço muito alto o medo das guerras e os conflitos: 1000 bilhões de dólares por ano. Somente uma Cultura de Paz Global em todas as nações do mundo liderada pelo Conselho Interreligioso da ONU poderá reverter esta situação liberando este recursos pela educação da consciência de todos os cidadãos do mundo através do dialogo, reconciliação e cooperação e assim construindo um mundo de paz duradoura.

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