Líderes de sete religiões se encontraram no Jornal da Tarde

Líderes de sete religiões se encontraram  no JT para debater idéias e mostraras semelhanças entre suas crenças. Na sede do grupo Estado, em 13 de dezembro de 2010.

Pai Cássio Lopes Ribeiro – presidente da Federação de Umbanda e Cultos afro-Brasileiros de Diadema
Julia Nezu – vice-presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo
Monja Coen – abadessa da Comunidade Zen Budista
Padre Cido Pereira – do Vicariato de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo
Reverendo Elias de Andrade Pinto – da Igreja Presbiteriana Independente
Xeque Jihad Hassan Hamadeh – presidente do conselho de ética da União Nacional Islâmica
Rabino Alexandre Leone – da Comunidade Judaica de Alphaville (Bnei Chalutzim)

A advogada Juliana Ogawa é membro da Comissão de Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e acompanhou o encontro entre líderes religiosos no JT. Ela concedeu a seguinte entrevista:

O que pode unir as religiões?

Valores religiosos, apesar de diferentes, são próximos. Ainda que as pessoas façam uma leitura própria, em essência, encontraremos o amor, o respeito, a liberdade, a esperança e uma missão maior de ser agente de uma cultura de paz. O assunto deve ser tratado de maneira séria.

Ainda há muito preconceito contra as diferentes crenças?

Sim. Milhares de pessoas sofrem diariamente discriminação por causa da fé que escolheram. É um grande desafio para a humanidade acabar com isso. Porque professar a própria fé é um direito de todos. É o que a Constituição nos garante. Assim como é um dever respeitar a escolha de aderir a uma fé por sentimento, sofrimento e alegrias.

Pode dar exemplos de casos de discriminação?

Hoje, muitos templos são apedrejados, fiéis são ofendidos… Vários segmentos sofrem essas ofensas. Eu acho que ainda temos muito o que avançar no diálogo entre religiões. Se avançou pouco, na minha opinião.

Qual o papel da mídia na construção do entendimento entre as religiões?

A mídia tem um papel fundamental de comunicar de maneira construtiva. E não acirrar a luta que existe entre as diferentes crenças.

Qual sua opinião sobre o uso do tema religião na campanha política?

Foi um teatro deplorável. Mas esse debate teve um aspecto positivo. As pessoas entenderam que a questão religiosa é relevante. Talvez, traga um novo foco na discussão da inter-religiosidade e a certeza de que não se pode manipular o sentimento religioso das pessoas.

O ateísmo faz parte dos debates religiosos?

Sim. Na Comissão temos um ateu porque a liberdade de crer inclui a liberdade de não crer. E é um grupo que sofre muito preconceito.

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/professar-a-propria-fe-e-um-direito-de-todos/

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